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Domingo, Junho 04, 2006
diário
(o faz de conta)
¿sur ces heures froides
Je m'appuie à mon chaud un semblable
sentir son épluchez
leurs muscles
son coeur pertinent
miner
ou l'en un autre qui me réchauffe¿
esse m-eu destino
é o avesso dos passos gloriosos
dos heróis
algo semelhante a uma rocha
a viver sob as intempéries
e assim sobreviver ao proibido
vivo a ampliar a semântica de me-us defeitos
como efeito libidinoso ao perverso
sou o corpo erótico de minalma
livre & vil
a fluir ao sopro dos vendavais
tal qual uma qualidade & não mais o mal
de um bem comportado cidadão
da urbis
regateio me-us dias entre as sombras
dos brilhos dos contentes
porém, ilumino me-us momentos
com a luz que de mim acende a vida
que optei ao primeiro choro
à primeira lágrima
daquilo que vasculho
& procuro pelas ruas desse mundo
mesmo como 1 tolo vagabundo
hoje - ou quando a hora chegue
eternamente SOMOS
sempre
nesse momento que NOS leva
ao finalmente
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manu_negra @ 2006-05-31 12:07 said:
+++++++++ El Silencio
Los animales de las calles sucias
quién más sería excepto
El hombre
Que para no quejarse si impone silencio
Descalzo de su mundo & el derecho
Inmoral,
la pobreza absoluta indecente -
ese cuadro,
reciente & triste,
Hay ningún Pobre
sin allí la Riqueza está +++++++++
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3tg @ 2006-05-31 12:08 said:
Por fora dos olhos tudo vai revertendo
um sonho forte sacudindo esta natureza
convulsiva e o mundo não teria graça
sem essas flores silenciosas,
sem a amizade e o amor à beijar o destino!
Neste jardim, plantas vão enlaçar-me
e guitarras hão de estraçalhar toda a atmosfera;
o dia avista o sol com suas promessas:
surpresas ocultas aos ventos desolados de quase tudo...
- Miriam Costa
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manu_negra @ 2006-05-31 12:13 said:
O Lutador *
Carlos Drummond de Andrade **
Lutar com palavras 1
é a luta mais vã.
Entanto lutamos
mal rompe a manhã.
São muitas, eu pouco.
Algumas, tão fortes
como o javali.
Não me julgo louco.
Se o fosse, teria
poder de encantá-las.
Mas lúcido e frio,
apareço e tento
apanhar algumas
para meu sustento 2
num dia de vida.
Deixam-se enlaçar,
tontas à carícia
e súbito fogem
e não há ameaça
e nem 3 há sevícia
que as traga de novo
ao centro da praça.
Insisto, solerte.
Busco persuadi-las.
Ser-lhes-ei escravo
de rara humildade.
Guardarei sigilo
de nosso comércio.
Na voz, nenhum travo
de zanga ou desgosto. 4
Sem me ouvir deslizam,
perpassam levíssimas
e viram-me o rosto.
Lutar com palavras
parece sem fruto.
Não têm carne e sangue¿
Entretanto, luto.
(cont.)
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manu_negra @ 2006-05-31 12:14 said:
(cont.)
Palavra, palavra 5
(digo exasperado),
se me desafias,
aceito o combate.
Quisera possuir-te
neste descampado,
sem roteiro de unha
ou marca de dente
nessa pele clara.
Preferes o amor
de uma posse impura
e que venha o gozo
da maior tortura.
Luto corpo a corpo,
luto todo o tempo,
sem maior proveito
que o da caça ao vento.
Não encontro vestes,
não seguro formas,
é fluido inimigo
que me dobra os músculos
e ri-se das normas
da boa peleja.
Iludo-me às vezes,
pressinto que a entrega
se consumará.
Já vejo palavras
em coro submisso, 6
esta me ofertando
seu velho calor,
aquela sua glória
feita de mistério,
outra seu desdém,
outra seu ciúme,
e um sapiente 7 amor
me ensina a fruir
de cada palavra
a essência captada,
o sutil queixume.
Mas ai! é o instante
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manu_negra @ 2006-05-31 12:19 said:
(cont.)
de entreabrir os olhos:
entre beijo e boca,
tudo se evapora.
O ciclo do dia
ora se conclui 8
e o inútil duelo
jamais se resolve.
O teu rosto belo,
ó palavra, esplende
na curva da noite
que toda me envolve.
Tamanha paixão
e nenhum pecúlio.
Cerradas as portas,
a luta prossegue
nas ruas do sono.
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manu_negra @ 2006-05-31 12:22 said:
http://www.fotolog.com/kerley
excelente!!!
Marcos André: Fala Chiquito,
Bom também saber que vc está bem e feliz!!
Um prazer ainda maior rever suas belas imagens!!
grande abraço!!
Norma: Obrigada, Chiquito
Tenha uma semana maravilhosa!
Abraço
Teresinha: olá amigo,
uma semana iluminada para ti.
aham
Aldo: Chiquito, vc já viu, no MAM a exposição do catalão Brossa? Poesia objeto, faz lembrar nossa adolescência ... salão de verão dos anos 70, afinal são dessa época a maioria das poesias/objeto expostas. Vale à pena!
Elba: por onde anda? dê notícias. beijos e muitas saudades.
Alba Valéria: Caramba! Claro que quero ser sua amiga. Quanto tempo, hein? Por onde você anda? O que tem feito?
Nossa, agora me bateu uma saudade tremenda. Vamos marcar um chope, um suco, um sorvete, enfim, alguma coisa qualquer dia desses. Tô morando em Laranjeiras, perto do Carnaval, da Márcia Foletto, do Marco Antônio Cavalcanti e não muito distante do Custódio.
Beijo grande.
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manu_negra @ 2006-05-31 12:23 said:
Porém Rapidamente Morrer
Seiva do Amoníaco malditos populares
canta Rebenta' voz & tenta me'nganar
volt'e meia sola' pertad'o sapato'
pé inchado' nariz vermelho & irritado
nas curtas hor'as poucas cam'as
lâmin'as gotas colírios'
olhos deste seu olhar mistério
desta fama sua bandida
no leito do inferno
com as portas cerradas ao tédio
ama & vadia o dia' noit'e
na escadaria do prédi'o
nde 1 corpo lança-se
do 97ºandar cai & volta'ndar
& caminha por aí sem l'
ar
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manu_negra @ 2006-05-31 12:24 said:
"...Lutar com palavras é a luta mais vã, no entanto lutamos mal surge a manhã..."
Drummond de modo dramático no poema O lutador
É no belo poema "O lutador" (J), que Drummond expressa a luta do poeta com as palavras, tentando atraí-las para perto de si. Este poema representa uma certa ruptura com a poética do vivido, que predomina até Sentimento do Mundo (cf. Merquior, 1975:72). O poeta-lutador é vulnerável, mais que isso, impotente ante as palavras: "são muitas, eu pouco" ("O lutador", J). Mas ele não desiste da luta: tenta apanhar as palavras, delas não apanhar
Em cada palavra há uma essência, que tem de ser captada pelo poeta. No entanto, elas deslizam e fingem: "as palavras parecem entidades rebeldes e múltiplas, que o poeta procura atrair, mas que fogem sempre, quer ele as acaricie, quer as maltrate" (Candido, 1977:116). Se as palavras o desafiam, ele aceita o combate, pois é dessa luta que nascerá a poesia, luta contínua, que inicia "mal rompe a manhã" e que prossegue "nas ruas do sono" ("O lutador", J). As palavras são o sustento de vida do poeta-lutador. Esse lutador pode ser qualquer um, um Jão-Todo-Mundo ou João-Ninguém: qualquer um pode ser um poeta. O poema configura uma outra condição solitária do indivíduo gauche..."
(DELLAPASCHOA, Fábio Rodrigues. O FAZER POÉTICO EM DRUMMOND. Acessado dia 25/10/2005).
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manu_negra @ 2006-05-31 12:25 said:
umidade
Ternura do braço de areia úmida que me abraça
águas águas águas'alinas
proféticas doçuras neste rio de janeiro
lábios vermelhos nos espelhos oxidados de seus lagos
Dolores durante seus cantos duram suas dores
lado B no plano do amante estrangeiro
beijos beijos beijos'uaves
eternos nos corações dos idiotas pátrios
Aves são ave-ludadas criaturas que voam
com asas & penas
refugiam-se refugiam-se refugiam-se nas desovas
No canto amaldiçoado o capataz
algoz do libertário desejo de amar
solitário solitário solitário & morto
AO POETA
a profecia do fim
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turkairo @ 2006-05-31 12:28 said:
get get get down from the arm of the christ à la droite du père
!!!!!!!
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jay33jay @ 2006-05-31 13:04 said:
como Madalena
esses homens lavam o rosto de Cristo
Guanabara de testemunha
e encantos 1000!
tem um bom dia Chiquito
abraço para ti
postado por: Baby Granada 1:27 AM
Comments:
Domingo, Maio 14, 2006
¿MÃE¿
(da série me-us primeiros passos)
lat. máter,tris `mãe`, prov. alt. de madre > *made > *mae, com extensão da nasalidade ao grupo vocálico; divg. do erud. madre; ver matr-; f.hist. sXIII mae, sXIII mãy, sXIV mãe, sXV mãi, sXV maj, sXV may
J`ulieta
( Pensão ou morada do amor... )
¿Se-us Cabelos & sua Pele são o Calor, a Sensibilidade, a Proteção.
Sua Mente, o Pensar, o Conhecer, a Reflexão.
Se-us Olhos, o Imaginário, o Destino, o Amor.
Suas Narinas, o Olfato, o Faro, a Respiração.
Se-us Lábios, a Palavra, a Resposta, a Indagação.
Se-us Ouvidos, o Som, o Aviso, a Dúvida.
Se-u Coração, o Viver, a Súplica, a Paixão.
Se-u Corpo, a Terra, a Casa, o Ser.
Se-us Seios, a Paz, o Descanso, a Alimentação.
Se-u Viver, a Alegria, o Motivo, a Razão¿ .
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manu_negra @ 2006-05-14 10:42 said:
la primera casa de la vida
"Ella vive al lado del Peligro,
El carácter ficticio de las morales
y
Los hábitos buenos
Una cara escuálida,
De un protagonista pálido,
De la absurdidad diaria.
Los alumnos son mal anuncios pintados.
Un automóvil pintó sus labios
En la calle estrecha del teatro de vanguardia
Muchos tiempos, durante el almuerzo,
Yo cogí mirándome al algo que piensa sobre usted".
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manu_negra @ 2006-05-14 10:45 said:
Mamãe, coragem
(Caetano Veloso e Torquato Neto)
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu fui embora
Mamãe, mamãe não chore
Eu nunca mais vou voltar por aí
Mamãe, mamãe não chore
A vida é assim mesmo eu quero mesmo é isto aqui
Mamãe, mamãe não chore
Pegue uns panos pra lavar, leia um romance
Veja as contas do mercado, pague as prestações
Ser mãe é desdobrar fibra por fibra os corações dos filhos
Seja feliz, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Eu quero, eu posso, eu quis, eu fiz, Mamãe, seja feliz
Mamãe, mamãe não chore
Não chore nunca mais, não adianta eu tenho um beijo preso na garganta
Eu tenho um jeito de quem não se espanta (Braço de ouro vale 10 milhões)
Eu tenho corações fora peito
Mamãe, não chore, não tem jeito
Pegue uns panos pra lavar leia um romance
Leia "Elzira, a morta virgem", "O Grande Industrial"
Eu por aqui vou indo muito bem , de vez em quando brinco Carnaval
E vou vivendo assim: felicidade na cidade que eu plantei pra mim
E que não tem mais fim, não tem mais fim, não tem mais fim
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manu_negra @ 2006-05-14 10:46 said:
LETRA DE MÚSICA ESCOLHIDA
http://www.lyrics.com.br/
Artista: O Rappa
Álbum: Lado B Lado A
Título: O Que Sobrou Do Céu
Faltou luz, mas era dia
O sol invadiu a sala
Fez da tv um espelho
Refletindo o que a gente esquecia
Faltou luz mas era dia
O som das crianças
Brincando nas ruas
Como se fosse um quintal
A cerveja gelada na esquina
Como se espantasse o mal
O chá para curar essa azia
O bom chá para curar esta azia
Todas as ciências
De baixa tecnologia
Todas as cores escondidas
Nas nuvens da rotina
Para a gente ver
Por entre prédios e nós
Pra gente ver
O que sobrou do céu
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manu_negra @ 2006-05-14 10:47 said:
CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE
OS OMBROS SUPORTAM O MUNDO
Chega um tempo em que não se diz mais: meu Deus.
Tempo de absoluta depuração.
Tempo em que não se diz mais:meu amor.
Porque o amor resultou inútil.
E os olhos não choram.
E as mão tecem apenas o rude trabalho.
E o coração está seco.
Em vão mulheres batem à porta, não abrirás.
Ficaste sozinho, a luz apagou-se,
mas na sombra teus olhos resplandecem enormes.
És todo certeza, já não sabes sofrer.
E nada esperas de teus amigos.
Pouco importa venha a velhice, que é a velhice?
Teus ombros suportam o mundo
e ele não pesa mais que a mão de uma criança.
As guerras, as fomes, as discussões dentro dos edifícios
provam apenas que a vida prossegue
e nem todos se libertaram ainda.
Alguns, achando bárbaro o espetáculo
preferiram (os delicados) morrer.
Chegou um tempo em que não adianta morrer.
Chegou um tempo em que a vida é uma ordem.
A vida apenas, sem mistificação.
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manu_negra @ 2006-05-14 10:50 said:
John Lennon - Mother
Mother, you had me, but I never had you
I wanted you, you didn't want me
So I, I just got to tell you
Goodbye, goodbye
Father, you left me, but I never left you
I needed you, you didn't need me
So I, I just got to tell you
Goodbye, goodbye
Children, don't do what I have done
I couldn't walk and I tried to run
So I, I just got to tell you
Goodbye, goodbye
Mama don't go
Daddy come home
(repeat 9 more times)
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manu_negra @ 2006-05-14 10:52 said:
Profissão: Mulher
Ana C. Pozza
Do lar?!
Só se for dinheiro
Recheando a minha carteira!
Eu sou mulher!
Mulher por inteiro.
Mulher inteira.
Prefiro ser
Louca,
Des-va-i-ra-da
A ser
Isaura,
Mulher escravizada!
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manu_negra @ 2006-05-14 10:54 said:
Desde que nacen hasta que mueren, tanto en tiempo de paz como en la guerra, las mujeres se enfrentan a la discriminación y la violencia del Estado, la comunidad y la familia.
Al menos una de cada tres mujeres ha sido golpeada, obligada a mantener relaciones sexuales o sometida a algún otro tipo de abusos en su vida, según un estudio basado en 50 encuestas de todo el mundo.
Más de 60 millones de mujeres faltan hoy en el mundo a consecuencia de prácticas como el aborto selectivo en función del sexo y el infanticidio femenino.
Cada año, millones de mujeres sufren violaciones a manos de sus parejas y de familiares, amigos, desconocidos, empleadores, compañeros de trabajo, soldados y miembros de grupos armados.
La violencia en la familia es endémica en todo el mundo; la gran mayoría de las víctimas son mujeres y niñas. En Estados Unidos, por ejemplo, el 85 por ciento de las víctimas de violencia en el ámbito familiar computadas en 1999 eran mujeres.
(cont.)
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manu_negra @ 2006-05-14 10:54 said:
(cont.)
Según informes de la Organización Mundial de la Salud, el 70 por ciento de las mujeres que son víctimas de asesinato mueren a manos de su compañero.
Las armas pequeñas y las armas ligeras son los principales los instrumentos de casi todos los conflictos. Según el secretario general de Naciones Unidas, las mujeres y los niños representan casi el 80 por ciento de las bajas.
http://web.amnesty.org/actforwomen/scandal-index-esl
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pony @ 2006-05-14 11:04 said:
a literatura estragou tuas melhores horas de amor.
rsss brincadeira, manu.
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3tg @ 2006-05-14 12:09 said:
É lindo esse texto do Caetano!!!!
Gostei muito da foto.
beijos e feliz dia das mães para todas elas
postado por: Baby Granada 11:32 PM
Comments:
Sábado, Maio 06, 2006
Liberdade d¿expressão, Nem tod¿arte é o ¿DU¿ARTE¿.
Nem todo ¿Crítico é um Clítico...¿
//. O PING & O PONG .\\
Nem só De Tiros & Guerras Aqui se Vive
¿Brincam-se¿
Se brincar possa ser isso,
Uma Diversão, Uma Paz _ Repentina _ PING //.
Pobreza, Porque ser Pobre não é Destino,
É Conseqüência Exclusão & Injustiça.
Fino trato _ ¿amizade & sorrisos¿ _
Quica a Bolinha sobre _ A Mesa _ PONG .\\
Antiga murada da ¿Obra Burguesa¿,
Foi pro _ Lixo _
_ Agora Luxo _ Sobre _ Caixas de Refrigerantes Vazias _ PING //.
As Raquetes Re-c-o-r-t-a-d-a-s de Compensados,
A Rede # Um Pesado Pedaço d¿ Antiga Porteira.
* O Ping //. # .\\ O Pong *
Se brincar pode ser isso,
Quicar a bolinha sobre a mesa,
Agora é ¿luxo¿ sobre as ¿caixas de refrigerantes vazias¿ _ PING //.
Fino trato _ ¿amizade & sorrisos¿ _
Pobreza, porque ser pobre não é destino,
É conseqüência da ¿exclusão & injustiça¿.
Nem só de ¿tiros & guerras¿, vivem-se ali. PONG .\\
Brincam-se n¿Antiga murada da obra burguesa,
Suas diversões >< Sua paz repentista.
* O Pong .\\#//. O Ping *
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search> hendrix,beatles,floyd etc.
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manu_negra @ 2006-05-06 10:01 said:
LETRA DE MÚSICA ESCOLHIDA
http://www.lyrics.com.br/
Artista: Cássia Eller
Álbum: Veneno Vivo
Título: Eu Queria Ser Cássia Eller
Eu poderia ser um padre ou um dentista
Um arquiteto, um deputado ou jornalista
Eu poderia ser ator e me dar bem
Ser um poeta que escreve versos como ninguém
Eu poderia ser um general da banda
Uma modelo, um herói da propaganda
Eu poderia ser escravo do trabalho
Ser um banqueiro, um estilista do baralho
E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller
Eu poderia ser um mágico ilusionista
Um domador, um gigolô, um psicanalista
Eu poderia ser um campeão de golfe
De luta-livre, de xadrez e do que quer que fosse
Eu poderia ser um escritor da moda(CONT.)
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manu_negra @ 2006-05-06 10:01 said:
De quem se fala muito mal (e ele nem se incomoda)
Eu poderia ser um alto funcionário
Um balconista ou um bandido sangüinário
E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller
Eu poderia ser um físico nuclear
Um astronauta, um explorador do mar
Eu poderia ser um rei do futebol
Um vagabundo ou um professor de "scol"
Eu poderia ser um grande cientista
Um detetive e ter segredos numa pasta
Eu poderia ser um monge do Nepal
Um jardineiro, um marinheiro etc e tal
E não há nenhuma outra hipótese
Que eu não considere, mas
O que eu queria mesmo ser
É a Cássia Eller
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manu_negra @ 2006-05-06 10:02 said:
ENVIADO PELO MESTRE
http://www.fotolog.com/ducarvalho
aos nove anos já
acordar as três da manhã
encher tambores = 500 cruzeiros
para o café da manhã.
depois aulas (a merenda!)
depois do almoço "buscar roupas"
de manhã, buscar lenhas
fazer brasas "passar suas camisa" (a mais branca da escola)
quatro da tarde - entregar seis ternos (um de linho - "cuidado com o do Coronel da Av Antonio Carlos)
sete da noite - "posso ir embora, Dona Marcolina?"
não me lembro de ter o tempo para brincaderas....
mais tarde, à noite:
"não, não posso: irmãos pra criar"
a me esperar, pra mamadeira.
não era mesmo brinquedo.
"livros tão caros tanta taxa pra paga
meu dinheiro muito raro alguém teve que emprestar"
"e lá em casa a meia-noite tinha sempre a me esperar um punhado de problemas e criança pra criá"
`nem o diretô careca entregô o meu papel"
--------------------------------------------------------------------------------
manu_negra @ 2006-05-06 10:02 said:
AM`ANTE
M`eu M`el abelha rainha... S`eu?
S`ou S`eu operário...
Con`vidado pa`ra pa`ssear p`or tão alva p`el`e...
C`eda ou S`eda chinesa...
Vo`cê C`edia...
Con`tinuava a penetrar Con`sigo...
Apontav`as para m`im su`as grut`as...
Jardins... Os` frut`os proibid`os...
Nunca mais parei de seguir tal estr`ada...
Mi`nh`a don`am`ada... Se`nh`ora do m`eu hom`em...
Hoje todo s`eu cami`nh`ante...
Am`ante de` de`slumbr`ante paisag`em... Viag`em s`em f`im...
--------------------------------------------------------------------------------
manu_negra @ 2006-05-06 10:07 said:
_POR OND'E AND'A POLI'CARPO?_
QUARESMAS
Então?!
Santos Todos! Demônios...
Num Cômodo Escur'ofício,
talvez houvesse um quadro, uma pintura,
onde haveria um bibelô,
dele saltaria o sapo, -1 Príncipe Roto-
daquele Pantanoso *Império
do'Sentidos, dos Medos
do'Sãos, dos Doutos*
Ameaçado & perseguido pelas Línguas Leis & Regras,
Olhos Loucos ARREGALADOS
a viajar pelo desconhecido...
Dominado pela Loucura Dilacerada,
Sentenciado pelos Comandos Paragramaticais
do "Discurso Competente" _Morreria no Hospício ou no Presídio_
de preconceito...
--------------------------------------------------------------------------------
manu_negra @ 2006-05-06 10:08 said:
POESIA ESCOLHIDA
AUGUSTO DOS ANJOS
Budismo moderno:
Tome, Dr., esta tesoura, e... corte
Minha singularíssima pessoa.
Que importa a mim que a bicharia roa
Todo o meu coração, depois da morte?!
Ah! Um urubu pousou na minha sorte!
Uma síntese da morbidez associada ao linguajar cientificista e à ousadia das imagens encontra-se em Psicologia de um vencido:
Eu, filho do carbono e do amoníaco,
Monstro de escuridão e rutilância,*
Sofro, desde a epigênese* da infância,
A influência má dos signos do zodíaco.
Profundissimamente hipocondríaco,
Este ambiente me causa repugnância...
Sobe-me à boca uma ânsia análoga à ânsia
Que se escapa da boca de um cardíaco.
Já o verme - este operário das ruínas -
Que o sangue podre das carnificinas
Come, e à vida em geral declara guerra,
Anda a espreitar meus olhos para roê-los,
E há de deixar-me apenas os cabelos,
Na frialdade orgânica da terra!
Rutilância: brilho intenso.
Epigênese: início de uma célula sem estrutura
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manu_negra @ 2006-05-06 10:08 said:
LETRA DE MÚSICA ESCOLHIDA
http://www.lyrics.com.br/
Artista: Chico Buarque e Elza Soares
Álbum: Desejos De Mulher ( trilha sonora )
Título: Façamos ( Let´s Do It )
Ela:
Os cidadãos, no Japão, fazem
Lá na China um bilhão fazem
Façamos, vamos amar!
Os espanhóis, os lapões, fazem
Lituanos e letões fazem
Façamos, vamos amar!
Os alemães em Berlim, fazem
E também lá em Bonn;
Em Bombain, fazem
Os hindus acham bom!
Nisseis, niqueis e sanseis, fazem
Lá em São Francisco muitos gays, fazem
Façamos, vamos amar!
Ele:
Os rouxinóis, nos saraus, fazem
Picantes pica-paus fazem
Façamos, vamos amar!
Uirapurus, no Pará, fazem
Tico-ticos no fubá fazem
Façamos, vamos amar!
Chinfrins galinhas a fim fazem
E jamais dizem não;
Corujas, sim, fazem
Sábias como elas são!
Muitos perus, todos nus, fazem
Gaviões, pavões e urubus fazem
Façamos, vamos amar!
Ela:
Dourados no Solimões, fazem
Camarões em Camarões fazem
Façamos, vamos amar!
Piranhas, só por fazer, fazem
Namorados, por prazer, fazem
Façamos, vamos amar!
Peixes elétricos, bem, fazem
Entre beijos e choques;
Cações também fazem
Sem falar os hadocks!(CONT.)
--------------------------------------------------------------------------------
manu_negra @ 2006-05-06 10:09 said:
Salmões no sal, em geral, fazem
Bacalhaus no mar, em Portugal, fazem
Façamos, yeah, vamos amar!
Ele:
Libélulas, em bambus, fazem
Centopéias sem tabus, fazem
Façamos, vamos amar!
Os Louva-a-Deuses com fé fazem
Dizem que bichos-de-pé fazem
Façamos, vamos amar!
As taturanas também fazem
Com ardor incomum;
Grilos, meu bem, fazem
E sem grilo nenhum!
Com seus ferrões, os zangões fazem
Pulgas em calcinhas e calções fazem
Façamos, vamos amar!
Ela:
Tamanduás, é, e tatus fazem
Corajosos cangurus fazem
Façamos, vamos amar, meu bem, come on!
Ele:
Coelhos só, e tão só, fazem
Macaquinhos, num cipó, fazem
Façamos, vamos amar!
Ela:
Gatinhas com seus gatões fazem
Dando os gritos de ais;
Ele:
Os garanhões fazem
Esses fazem demais!
Ela:
Leões ao léu, sob o céu, fazem
Ele:
Ursos lambuzando-se no mel, fazem
Ambos:
Façamos, vamos amar!
Façamos, vamos amar!
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manu_negra @ 2006-05-06 10:30 said:
Ellis:
Oi! Boa Dia !!!
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"Só existem dois dias no ano que nada pode ser feito. Um se chama ontem e o outro se chama amanhã, portanto, hoje é o dia certo para amar, acreditar, fazer e, principalmente, viver!"
Dalai Lama
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▒▒.▒ Super bju em seu coração, e um delicioso findi !
Jacineide: A ESTRELA CHOROU
A estrela chorou rosa ao fundo de tua orelha,
O espaço rolou branco entre a nuca e o quadril
o mar perolou ruivo a mamila vermelha
e o Homem sangrou o flanco senhoril.
(Rimbaud. VOYELLES.trad. Ivo barroso)
Michelle
Mas, meu Manu, a gente se vira com o que tem!
Dê uma trégua, entre no MSN. Preciso falar e ser falada...
Eu não posso nem botar que é do gato-mestre? (rs)
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manu_negra @ 2006-05-06 11:27 said:
Mumia Abu-Jamal vira nome de rua na França
Nesta segunda-feira, 24 de abril, Mumia Abu-Jamal completou 52 anos de idade. Destes, passou 25 no corredor da morte, acusado de um crime nunca comprovado.
No final do ano passado seu caso foi finalmente reaberto. Porém, em 17 de março deste ano um procurador distrital do Ministério Público entregou um recurso pedindo a re-atribuição da pena de morte, que havia sido suspensa.
Diversas iniciativas de apoio a Mumia marcaram o dia de seu aniversário. Em Filadélfia (EUA) uma ação repudiou a iniciativa do procurador distrital. Em Saint Denis, subúrbio de Paris, no dia 29 de abril Mumia recebe o título de cidadão honorário: a Camara Municipal da cidade atribuirá o nome de Mumia Abu-Jamal à rua do Estádio Nelson Mandela.
Ex-Pantera Negra, Mumia é um dos presos políticos mais conhecidos no mundo. Ele escreveu o livro Ao Vivo do Corredor da Morte, escrito de sua cela de 2 x 3 metros. No livro, Mumia relata todo seu esforço para a reavaliação do caso, além de mostrar a realidade dos guetos norte-americanos e das prisões. Mesmo nas condições terríveis em que se encontra, ele desafiou aqueles que desejavam silenciá-lo.
postado por: Baby Granada 11:35 PM